Mieloma Múltiplo
O mieloma múltiplo é uma malignidade de células plasmáticas na medula óssea. Essas células anormais produzem imunoglobulinas monoclonais (proteína M) que danificam ossos, rins e função imune. O mieloma frequentemente evolui de gamopatia monoclonal de significado indeterminado (MGUS) ou mieloma latente, tornando a vigilância precoce vital.
Fatores de Risco
- Idade > 60, sexo masculino
- Ascendência Africana
- Histórico familiar de MGUS/mieloma
- Obesidade, radiação, certos pesticidas
- Estimulação antigênica crônica ou doença autoimune
Sintomas e Critérios CRAB
- Cálcio elevado (hipercalcemia): sede, confusão, constipação
- Rins (insuficiência renal): creatinina elevada, proteinúria
- Anemia: fadiga, palidez
- Bone (lesões ósseas): dor, fraturas, lesões líticas na imagem
- Infecções recorrentes, perda de peso, neuropatia (amiloidose)
Diagnóstico
- Eletroforese de proteínas séricas (SPEP), imunofixação, cadeias leves livres
- Eletroforese de proteínas urinárias de 24 horas
- Biópsia de medula óssea mostrando ≥10% de células plasmáticas clonais
- Imagem avançada: TC de corpo inteiro de baixa dose, PET-TC ou RM para lesões ósseas
- Estadiamento (ISS Revisado) usa β2-microglobulina, albumina, LDH, citogenética
Latente vs Ativo
- Mieloma Latente: Proteína M ≥ 3 g/dL e/ou células plasmáticas 10–60% sem sinais CRAB.
- Mieloma Ativo: Características CRAB ou eventos definidores de mieloma (≥60% células plasmáticas, razão kappa/lambda ≥100, >1 lesão focal na RM).
- Pacientes latentes de alto risco podem ser tratados para retardar progressão.
Abordagem de Tratamento
Terapia Inicial (pacientes aptos)
- Regimes triplos ou quádruplos (daratumumabe + VRd; KRd)
- Transplante autólogo de células-tronco (ASCT) para indivíduos elegíveis
- Terapia de manutenção (lenalidomida, +/- inibidor de proteassoma) pós-ASCT
Para Inelegíveis a Transplante
- Regimes duplos ou triplos (ex: DRd, VRd-lite) adaptados a comorbidades
Recaída/Refratário
- Imunomoduladores (lenalidomida, pomalidomida)
- Inibidores de proteassoma (bortezomibe, carfilzomibe, ixazomibe)
- Anticorpos monoclonais (daratumumabe, isatuximabe, belantamabe)
- Selinexor, venetoclax (pacientes t(11;14)), CAR-T, anticorpos biespecíficos
Cuidados de Suporte
- Bisfosfonatos ou denosumabe para proteção óssea
- Vacinações, antivirais (aciclovir), IVIG para infecções
- Agentes estimuladores de eritropoietina para anemia
- Radiação para lesões focais dolorosas
Vivendo com Mieloma
- Acompanhar laboratórios (proteína M, cadeias leves), função renal, cintilografias ósseas
- Monitorar neuropatia periférica, TVP e efeitos colaterais de medicação
- Manter rotinas de exercício e fortalecimento ósseo (com cautela)
- Priorizar saúde mental—mieloma é crônico mas cada vez mais tratável
Complicações
- Insuficiência renal, crise de hipercalcemia
- Fraturas patológicas, compressão da medula espinhal
- Risco aumentado de infecção, herpes zoster (considerar vacinas)
- Malignidades secundárias, toxicidades relacionadas ao tratamento
Pesquisa e Direções Futuras
Avanços incluem engajadores de células T biespecíficos, CAR-T de próxima geração, degradação direcionada de impulsionadores oncogênicos e terapia guiada por DRM personalizada.
Tratamentos Experimentais e Emergentes
- Anticorpos Biespecíficos BCMA (teclistamabe, elranatamabe): Imunoterapias de prateleira redirecionam células T para células de mieloma.
- CAR-T de Próxima Geração (alvo duplo): Visam simultaneamente BCMA + GPRC5D/FCRL5 para reduzir recaída.
- CELMoDs (iberdomida): Novos moduladores de cereblon mais potentes que IMiDs atuais.
- Terapia Adaptativa Guiada por DRM: Ensaios ajustam intensidade de tratamento baseados em níveis de doença residual mínima para equilibrar eficácia e toxicidade.
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Aviso Médico: Apenas informativo. Siga o plano do seu hematologista/oncologista para diagnósticos, terapias e avaliações de transplante/CAR-T.
Fontes: National Comprehensive Cancer Network, International Myeloma Working Group, American Society of Hematology