Câncer de Próstata Metastático Resistente à Castração (mCRPC)
O mCRPC se desenvolve quando o câncer de próstata progride apesar de níveis de castração de testosterona (<50 ng/dL). Os objetivos do tratamento incluem prolongar a sobrevivência, controlar sintomas e manter a qualidade de vida através de inibidores sequenciais da via do receptor de andrógeno (AR), quimioterapia, agentes direcionados e terapia com radioligantes.
Investigação
- Confirmar testosterona de castração (<50 ng/dL) enquanto em terapia LHRH ou após orquiectomia
- PSA seriado, fosfatase alcalina, LDH
- Imagem (TC, cintilografia óssea, PET-PSMA) para avaliar carga da doença
- Teste genômico germinativo e somático (BRCA1/2, ATM, CDK12, MSI-H, TMB) para guiar terapia direcionada
- Avaliar sintomas (dor, risco de compressão da medula espinhal)
Opções de Tratamento
Continuar Terapia de Privação de Andrógeno (ADT)
- Manter agonista/antagonista LHRH ou orquiectomia durante todo o tratamento
Inibidores da Via AR
- Abiraterona + prednisona ou enzalutamida como opções de primeira linha
- Apalutamida/ darolutamida menos comuns em mCRPC mas usados mais cedo
- Sequenciar inibidores de AR após discussão de exposição/resistência prévia
Quimioterapia
- Docetaxel (se não dado em cenário metastático sensível a hormônio) seguido por cabazitaxel
- Cabazitaxel preferido sobre inibidores de AR adicionais após falha de alvo AR (ensaio CARD)
Direcionada e Imunoterapia
- Inibidores de PARP (olaparibe, rucaparibe, talazoparibe + enzalutamida) para BRCA1/2 ou outros tumores com mutação HRR
- Pembrolizumabe para doença MSI-H/TMB-alto
- Sipuleucel-T para mCRPC assintomático/minimamente sintomático
- Terapia com radioligante 177Lu-PSMA-617 após inibidor de AR e terapia com taxano para doença PSMA-positiva
Saúde Óssea e Manejo de Sintomas
- Denosumabe ou ácido zoledrônico para prevenir eventos relacionados ao esqueleto
- Radiação de feixe externo para lesões dolorosas, profilaxia de compressão da medula espinhal
- Gerenciar fadiga, anemia, neuropatia, ondas de calor, mudanças de humor
- Integração de cuidados paliativos precocemente
Vivendo com mCRPC
- Acompanhar tendência de PSA, imagem, testosterona, hemograma, testes de função hepática, cintilografias ósseas, medicamentos, efeitos colaterais, escores de dor, status funcional (ECOG)
- Manter atividade e nutrição; abordar saúde sexual, sintomas urinários
- Apoiar saúde mental e necessidades de cuidado
- Discutir disponibilidade de ensaio clínico em cada ponto de progressão
Complicações
- Dor de metástase óssea, fraturas, compressão da medula espinhal
- Citopenias da terapia, infecções
- Efeitos cardiovasculares/metabólicos da ADT
- Fadiga, mudanças cognitivas
Pesquisa e Direções Futuras
Biespecíficos PSMA, células CAR-T, inibidores AKT/PI3K e estratégias combinadas PARP/AR estão sob estudo. Biópsias líquidas e monitoramento PET-PSMA refinam o tempo de tratamento.
Tratamentos Experimentais e Emergentes
- Anticorpos Biespecíficos PSMAxCD3: Redirecionam células T para células expressando PSMA.
- Terapias CAR-T e CAR-NK visando PSMA ou STEAP1.
- Inibidores de AKT (ipatasertibe, capivasertibe) com inibidores de AR para tumores com perda de PTEN.
- Biomarcadores Digitais: Wearables + PROs prevendo progressão sintomática antes da imagem.
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Aviso Médico: Apenas informativo. Trabalhe com seu oncologista médico para sequenciamento de terapia, teste genômico, manejo de sintomas e inscrição em ensaios.
Fontes: NCCN Prostate Cancer Guidelines, ASCO, ESMO