Doença Arterial Coronariana (DAC)
A Doença Arterial Coronariana ocorre quando placa aterosclerótica estreita ou bloqueia as artérias que suprem o coração. Fluxo sanguíneo reduzido pode causar dor no peito (angina), falta de ar ou ataques cardíacos. A DAC é a principal causa de morte em todo o mundo, mas é amplamente prevenível através do gerenciamento de fatores de risco e terapias baseadas em evidências.
Causas e Fatores de Risco
- Colesterol LDL e lipoproteína(a) elevados
- Hipertensão e diabetes
- Tabagismo e fumo passivo
- Obesidade, estilo de vida sedentário, ambiente de alto estresse
- Doença renal crônica, condições inflamatórias (AR, lúpus)
- Histórico familiar ou DAC prematura em parentes de primeiro grau
- Sexo masculino ou mulheres pós-menopausa
Sintomas
- Pressão ou aperto no peito, frequentemente irradiando para braço, mandíbula, costas
- Falta de ar, fadiga, tontura
- Desconforto tipo indigestão, náusea, diaforese
- Isquemia silenciosa (sem sintomas) é comum em diabetes
Procure atendimento de emergência para dor no peito durando >5 minutos, especialmente com suor, vômito ou irradiação.
Diagnóstico
- Avaliação de risco: Escore ASCVD, escore de cálcio coronariano (CAC)
- Exames laboratoriais: painel lipídico, HbA1c, PCR-us, lipoproteína(a)
- Eletrocardiograma (ECG) para isquemia ou infarto prévio
- Teste de estresse: ECG de esteira, eco de estresse, perfusão nuclear ou RM de estresse
- Angiotomografia coronariana (ATC) para visualização não invasiva de placa
- Angiografia coronariana invasiva e reserva de fluxo fracionada (FFR) quando revascularização é considerada
Tratamento e Manejo
Estilo de Vida
- Adotar padrão alimentar Mediterrâneo ou tipo DASH
- 150 minutos/semana de exercício moderado mais treinamento de resistência
- Parar de fumar e limitar álcool
- Priorizar gerenciamento de estresse e 7–9 horas de sono
Medicamentos
- Terapia antiplaquetária: Aspirina e/ou inibidor P2Y12 dependendo do risco
- Estatinas para redução de LDL; ezetimiba ou inibidores PCSK9 para redução adicional
- Inibidores da ECA/BRAs para controle de PA e proteção endotelial
- Betabloqueadores reduzem demanda de oxigênio miocárdico pós-IM ou com angina
- Inibidores SGLT2/agonistas GLP-1 para proteção cardiorrenal em diabetes
- Nitratos, ranolazina para alívio de sintomas
Procedimentos
- Intervenção coronária percutânea (ICP) com colocação de stent para lesões limitantes de fluxo
- Cirurgia de revascularização do miocárdio (CRM) para doença multivascular ou de tronco esquerdo
- Contrapulsação externa aprimorada (EECP) para angina refratária
Vivendo com DAC
- Monitorar pressão arterial, frequência cardíaca, peso e gatilhos de sintomas
- Seguir programas de reabilitação cardíaca após IM ou revascularização
- Manter vacinações em dia (influenza, COVID-19)
- Gerenciar saúde mental; ansiedade é comum após eventos cardíacos
- Carregar nitroglicerina se prescrita e saber como usá-la
Complicações
- Angina instável ou infarto do miocárdio
- Insuficiência cardíaca, arritmias, morte súbita cardíaca
- AVC ou doença arterial periférica devido a aterosclerose sistêmica
Pesquisa e Direções Futuras
Novas terapias visam inflamação (bloqueadores IL-1, colchicina), modulação lipídica baseada em RNA e gêmeos digitais para previsão de risco personalizada.
Tratamentos Experimentais e Emergentes
- Silenciamento do Gene PCSK9 (inclisirana, lepodisirana): Injeções de pequeno RNA de interferência reduzem dramaticamente o LDL e estão sendo estudadas para benefícios de adesão a longo prazo.
- Terapias Antissenso para Lipoproteína(a): Agentes como pelacarsen reduzem níveis de Lp(a), abordando um importante fator de risco herdado.
- Litotripsia Intravascular e Andaimes Biorreabsorvíveis: Ferramentas avançadas de ICP tratam lesões calcificadas ou sustentam temporariamente vasos enquanto minimizam implantes permanentes.
- Ensaios de Regeneração Cardíaca: Injeções de células-tronco e adesivos miocárdicos visam restaurar função muscular cardíaca após infarto.
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Fontes: American College of Cardiology, American Heart Association, European Society of Cardiology